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Toda fatura de frete que chega da transportadora traz uma pergunta silenciosa: os valores estão certos? Na correria, a resposta costuma ser "depois eu vejo" — a fatura é paga para liberar a operação, e a conferência fica para um "depois" que raramente chega. O problema é que erro de cobrança de frete é comum, e quando você acha um na unha, a dúvida imediata é: quanto será que já passou sem eu ver?

Este guia mostra como fazer a conferência da fatura de frete corretamente — do jeito manual, CTe a CTe — e por que, a partir de um certo volume, esse processo deixa de caber no dia a dia.

O que significa conferir a fatura de frete

Conferir a fatura é confrontar o que a transportadora cobrou com o que ela deveria ter cobrado, segundo a tabela de frete que você contratou. A fatura é uma capa: ela agrega vários CTes (Conhecimentos de Transporte), e é em cada CTe que mora o valor de um serviço específico. Conferir a fatura, portanto, é conferir cada CTe que ela agrega.

Passo a passo da conferência manual

  1. Reúna os três documentos: a fatura, os CTes que ela agrega e a tabela de frete contratada com aquela transportadora.
  2. Separe CTe por CTe. Para cada um, identifique origem, destino, peso, volume e o tipo de serviço.
  3. Recalcule o frete que deveria ter sido cobrado aplicando a tabela: faixa de peso ou de valor da mercadoria, frete-peso, frete-valor, pedágio e taxas (TDA, TDE, GRIS, ad valorem).
  4. Compare com o valor cobrado no CTe. Anote a divergência.
  5. Some as divergências e confronte o total com o valor da fatura.
  6. Documente os erros para contestar com a transportadora — com número de CTe e o cálculo, não no "achismo".

O que checar em cada CTe

  • A tabela aplicada é a vigente para aquela transportadora e rota?
  • Peso e cubagem batem com a nota fiscal?
  • Taxas extras cobradas estão previstas em contrato?
  • Houve reentrega, devolução ou pernoite cobrado indevidamente?
  • O CTe corresponde a uma NF real sua (nada de serviço fantasma)?

Por que a conferência manual não escala

Feito com atenção, esse processo funciona — para dezenas de CTes. O problema é que um embarcador médio movimenta milhares de CTes por mês, cada transportadora manda a fatura num formato diferente, e a tabela de frete tem dezenas de regras. Conferir tudo na mão vira uma escolha entre duas perdas: gastar horas de uma equipe ou pagar sem conferir — e a segunda é a mais cara, porque a divergência que você não vê é a que você paga todo mês.

Faz a conferência no Excel hoje? O gargalo nunca é montar a planilha — é sustentá-la quando são milhares de CTes e cada transportadora manda um formato. É aí que a automação entra.

Como automatizar a conferência da fatura

A conferência é um problema de dados, e dados é o que software faz bem. Na prática, a automação:

  • Lê a tabela contratada de cada transportadora (por mais complexa que seja) e os CTes e faturas recebidos.
  • Recalcula o frete devido para cada CTe e confronta com o cobrado, automaticamente.
  • Aponta as divergências para revisão — em vez de você caçar agulha no palheiro.

É exatamente isso que o módulo de Auditoria de Fretes do Gestor Logístico faz: transforma milhares de CTes numa lista curta de "o que está errado e quanto", com o cálculo pronto para você contestar a transportadora com dado, não com argumento.

Veja quanto você pode estar pagando a mais

Agende uma demonstração do Gestor Logístico e veja a auditoria recalculando suas faturas de frete com as suas próprias tabelas.

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